terça-feira, 6 de outubro de 2009

"Conciencia Nunca Dormida"




"¡Conciencia, nunca dormida,
mudo y pertinaz testigo
que no dejas sin castigo
ningún crimen en la vida!
La ley calla, el mundo olvida;
mas ¿quién sacude tu yugo?
Al Sumo Hacedor le plugo
que a solas con el pecado
fueses tú para el culpado
delator, juez y verdugo."

"Consciência, que nunca adormece,
testemunha teimosa e muda
que não deixa sem castigo
nenhum crime nesta vida!
A lei cala, o mundo se esquece;
mas quem se livra do seu jugo?
Ao Supremo Criador suplico
que a sós com o pecado
sejas tu para o culpado
promotor, juiz e carrasco"

Última estrofe do poema El Vertigo (1879)

Gaspar Núñez de Arce (Valladolid, 1834 – Madrid, 1903), poeta e político espanhol.

Um comentário:

  1. 'Ainda que fujas do campo para a cidade, ou da rua para tua casa, tua consciência vai sempre contigo. De tua casa só podes fugir para teu coração. Porém, para onde fugirás de ti mesmo?'

    Santo Agostinho

    Tarcisa Marques Porto

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