terça-feira, 25 de agosto de 2009

De Semideuses e Genís.

Curiosa essa nossa necessidade, humana e mortal, de precisar tanto de ídolos, deuses e semideuses.
Imortais de preferência e por definição.
Já era assim na Grécia, por que não aqui também?
A vitória de Barrichello domingo passado me faz relembrar o tema.
Por que um indivíduo com uma carreira brilhante, numa atividade de alta competitividade e risco, continua a ser sistematicamente menosprezado?
Uma trajetória mais bem sucedida e longa que a da grande maioria dos pilotos.
Uma vida pessoal e familiar equilibrada.
Tenacidade e trabalho duro.
E, no entanto, não é isso que queremos.
Não desejamos um nosso igual.
Queremos alguém com a marca do dedo de Deus, um escolhido do Criador Todo Poderoso, e que por essa única razão seja superior aos simples mortais.
Já que essa marca não apareceu, achamos que ele está como todos nós, aos pés do Olimpo, olhando para cima, em direção ao falecido semideus que, em nossa visão pequena, não igualou.
E em nossa frustração, alternamos para outra necessidade, tão perversa quanto humana, que é a de ter uma Gení, aquela enxovalhada personagem da música de Chico.
Se Rubinho desse bola para essa torcida teria desistido.
Felizmente não o fez, e deu mais um bom exemplo.

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